Sobre Nós

 

 

Apesar de parecer uma palavra muito forte, roubo é a palavra apropriada quando estamos falando de um direito que é tirado violentamente de alguém. Somente essa palavra é capaz de descrever o que tem acontecido na vida de milhares de crianças, no Brasil e pelo mundo, cujo direito de viver em um ambiente familiar saudável lhes é roubado.

Por entender que, infelizmente, esse é o caso de tantas crianças, especificamente em São Paulo, é que a ABBA tem buscado agir para dá-las de volta o seu direito. São diversas formas de ação e trabalho árduo,desde a prevenção, passando pelo trabalho nas ruas, o abrigamento, até o acolhimento, e todos, de alguma forma, contribuindo para o único objetivo de oferecer a crianças e adolescentes em situação de risco o ambiente adequado em que devem crescer, aprender e viver, ou seja, em família.

Para a maioria de nós, a família foi um privilégio garantido. Se você acredita que todos têm esse mesmo direito, junte-se a nós e ajude a tornar isso uma realidade na vida de muitas crianças e adolescentes.

 


 

Missão 

 

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Valores

1.Ser uma comunidade cristã 

A ABBA é uma associação cristã. Isso quer dizer que o fundamento de nossa prática e de nossos valores está na fé cristã. Dessa forma, exigimos que seus membros e associados vivam a partir desse mesmo fundamento e que seus colaboradores concordem com nossas práticas e valores.

2.Associar igrejas locais

A ABBA acredita que seu trabalho deve ser realizado em conjunto com a igreja local, pois a fé cristã concede um fundamento essencial ao trabalho de resgate de crianças e adolescentes em situação de risco. Além disso, a complexidade e abrangência deste trabalho exigem que todos os esforços possíveis sejam utilizados na tarefa. No fim, nosso propósito – reintegrar crianças e adolescentes em família – não pode ser feito por uma instituição, como é o caso da ABBA. Pelo contrário, esse propósito somente será alcançado com o apoio de famílias cristãs que participem de igrejas locais.

Esperamos da igreja local vinculada à ABBA:

  • Promover e divulgar, em suas programações e áreas de influência, o trabalho da ABBA;
  • Estar disposta a receber, em suas programações, as crianças atendidas pela ABBA;
  • Apontar membros da igreja que possam fazer parte da ABBA como associados de período integral e como voluntários, e encorajá-los para que se envolvam no trabalho da ABBA;
  • Apoiar o associado da ABBA que participa daquela igreja local;
  • Contribuir com alguma parte integrante no corpo diretor da ABBA;
  • Identificar famílias daquela igreja local que possam se tornar famílias acolhedoras e famílias adotivas das crianças atendidas pela ABBA. Encorajar o envolvimento dessas famílias no trabalho da ABBA, apoiá-las em seu envolvimento, e contribuir para o seu sustento, caso recebam crianças em seus lares;
  • Sustentar a ABBA financeiramente, a fim de prover o necessário para a realização do trabalho efetuado pela ABBA.

3.Resgatar crianças e adolescentes em situação de risco

A ênfase do trabalho da ABBA são as crianças e adolescentes em situação de risco, ou seja, em condições de vida que não condiz com suas necessidades mais básicas como ser humano (alimentação, vestimenta, abrigo, saúde, segurança, educação, afeição, etc.). Isso implica em ações diversas, como o contato com crianças e adolescentes que vivem nas ruas, a atuação em comunidades, o envolvimento com suas famílias, relacionamento com as autoridades públicas, entre outras.

4.Integrar cada criança em um lar 

A ABBA entende que o ambiente mais adequado para o suprimento das necessidades básicas das crianças e adolescentes (ver tópico acima) se dá em família. Essa convicção está alinhada com as noções de nossos fundamentos cristãos, assim como com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA: Art. 19). Portanto, o objetivo final da ABBA é reintegrar cada criança e adolescente num ambiente familiar.

 


 

História

Apesar de a ABBA ter sido idealizada e fundada por um grupo específico de pessoas, no início dos anos 90, sua história vem se desenvolvendo de forma que vai muito além de tudo o que foi pensado anteriormente. Este é um trabalho que extrapola as idealizações e realizações de indivíduos, sendo construído sobre um fundamento mais permanente e amplo, que leva à edificação de uma nova sociedade, a partir das partes quebradas e desprezadas pela sociedade em que vivemos.

Após a doação de um espaço para acampamento, um grupo de cristãos, envolvidos com a organização CENA, no centro de São Paulo, decidiu usar esse espaço para atividades com as crianças e adolescentes que moravam nas ruas, com as quais trabalhavam. John e Yvone Macy, Paulo Mota, Thomas e Suzanna Smoak, são algumas dessas pessoas.

Essas experiências contribuíram para que o grupo percebesse a necessidade de envolvimento permanente com essas crianças e adolescentes, algum trabalho diferente de meras visitas e atividades esporádicas. As crianças e adolescentes não são “projetos” a serem desenvolvidos, mas pessoas a serem cuidadas. O vínculo estabelecido pelo trabalho na rua tinha que ser desenvolvido e mantido, até que essas crianças e adolescentes pudessem voltar a um ambiente familiar.

Com o apoio da CENA e da Igreja Boas Novas, o grupo, por convite de Helen Shedd, iniciou um novo trabalho nas ruas do Largo Treze de Maio, em Santo Amaro, na zona sul de São Paulo. Mais uma vez, diante das experiências das atividades de rua e de acampamentos, o grupo percebeu a necessidade de algo mais duradouro, que pudesse oferecer um ambiente estável e seguro a crianças e adolescentes que viviam nas ruas, pois a maioria deles tinham famílias para as quais voltar, mas preferiam viver nas ruas.

No primeiro semestre de 1993 foi realizada a abertura da ABBA, na Igreja Boas Novas. A partir de uma passagem bíblica, em Romanos 8.15, se deu o contexto do trabalho da ABBA, uma associação fundamentada no fato de o Deus e pai de Jesus Cristo ter concedido aos homens a possibilidade de chamá-lo de Aba (Pai).

Foi então que foi aberto o primeiro projeto da ABBA, a Casa Resgate, em junho de 1993, um abrigo que logo se encheu de crianças. Pouco tempo depois, em setembro do mesmo ano, com o apoio de três igrejas locais, outro projeto foi iniciado, a Casa ABBA, que servia como um trabalho intermediário entre as crianças e adolescentes que moravam nas ruas e sua ida para a Casa Resgate.

Desde então, novos projetos surgiram e com eles muitas mudanças de endereço. Dentre essas mudanças, a mais significativa foi a aquisição de duas propriedades no Jd. Clipper, onde se encontra a administração da ABBA até hoje.

Ao longo de todo esse período de trabalho com abrigamento de crianças e adolescentes em situação de risco, com abertura e fechamento de abrigos, a ABBA nunca perdeu de vista seu objetivo final de reintegrar cada um deles num ambiente familiar. Por isso, outros projetos, que ampliavam a possibilidade de se alcançar esse objetivo, foram surgindo. Destes, dois novos projetos são essenciais, pois abriram caminho para novas possibilidades.

Em 2004, começou o primeiro trabalho da ABBA em comunidades, no Jd. São Jorge, na região de Interlagos. A Casa Semear deu início ao trabalho de prevenção, dentro da ABBA. Além dele, em 2009, o Projeto Pérolas concretizou a realização de um sonho que sempre fez parte da ABBA: o Acolhimento Familiar por meio da participação de famílias no trabalho de resgate de crianças e adolescentes em situação de risco.

A cada passo dado, e cada mudança passada, a ABBA parece chegar mais próxima de seu objetivo: ver crianças e adolescentes em situação de risco ser bem cuidados e ter suas necessidades básicas supridas num ambiente familiar. Mesmo assim, o trabalho parece não ter fim, portanto assim também esperamos que essa história não termine tão cedo.