Casa Elohim

Um lugar para crianças em Situação de Risco

Depois de cinco anos cheios de desafios trabalhando com meninos pré-adolescentes na primeira Casa Resgate da ABBA perto da ponte João Dias em São Paulo, a equipe procurou um lugar com mais espaço onde os meninos poderiam gastar sua energia de uma maneira positiva. Um terreno de 2700m² perto da Represa Guarapiranga foi a solução perfeita para esse problema. A espaçosa casa tem a vista virada para um jardim com várias árvores frutíferas, uma pequena piscina e um mini campo de futebol.

ABBA dispõe de ainda 500m² além do muro no fundo do terreno para cultivar vegetais, manter animais e usar para fins de lazer.

O programa da Casa Elohim consiste em um processo de quatro fases que motiva os recém-chegados a rapidamente se submeterem às regras da casa a fim de ganharem privilégios (por exemplo, usar a piscina, participar de passeios etc.). Cada uma dessas quatro fases tem o seu próprio espaço de moradia, progredindo de quartos muito básicos a acomodações mais apropriadas conforme as crianças passam pelas várias fases (dependendo do comportamento e da maturidade da criança), chegando à fase mais avançada, aonde é dada a oportunidade aos meninos de servirem como obreiros juniores como preparação para as responsabilidades da vida adulta.

O ideal para a equipe da Casa Elohim é ter uma família coordenando a casa, e ter mais três voluntários de tempo integral.

Há espaço para 16 crianças e, conforme a criança cresce, as atividades incluem:

  • educação especial,
  • esportes,
  • velejar e andar de barco,
  • carpintaria,
  • agricultura,
  • habilidades gerais da vida,
  • formação espiritual e
  • participação na comunidade (igreja e eventos da escola).

Esses aspectos do programa dependem muito da disponibilidade de obreiros e da maturidade do grupo de crianças morando na casa naquele determinado momento.

O principal alvo da Casa Elohim é preparar cada criança e sua família para serem reintegrados. Os obreiros trabalham com cada criança tentando achar seus parentes e então começam a visitar essa família até que a criança possa voltar para casa ou então até que seja decidido que a família biológica não é uma opção viável. Quando isso acontece, nós esperamos outra opção viável aparecer, sendo, ou outros parentes, ou adoção ou uma família acolhedora (Projeto Pérolas).